oiii pessoal, hoje meu poste é um pouco diferente.conheci um menino lá da bahia que escreve super bem umas historias aleatórias..
Vida de litros
Era 18h quando ela batia a porta de sua casa pequena, bagunçada e tudo espalhado pelo chão, de litros vazios de bebidas e sua velha e pequena lingerie preta. Ela parecia muito com sua casa: pequena, magra, bagunçada e toda desleixada. Com seus longos cabelos pretos e pouca maquiagem, aliás, usava apenas para trabalhar e sustentar seu novo vicio, após mais uma decepção, a bebida.
Mal chegava em casa e já saia, afrouxava as roupas que usava, pegava sua bebida, entrava no carro e ia em direção à praia, esta que ninguém habitava, porém era isso que queria, fugir, ficar só, pois aquela garota que queria mudar o mundo não existia mais, ela apenas assiste tudo em cima do muro.
Na praia, se sentava na areia, não se importava com suas roupas, na verdade, com mais nada. Ela só queria está ali acompanhada de seus melhores amigos: um vinho barato, seu caderno, caneta seus fones de ouvido, que, por si só, já sabia cantar todas as músicas de Cazuza. Aos poucos, a garrafa secava, assim como cada lágrima era uma palavra que escrevia. Tudo que sentia, colocava no papel, ás vezes nada tinha nexo, afinal ela com sua metralhadora cheia de mágoas nada tinha a perder, nem ganhar.
Ela com medo do futuro repetir o passado, não iria mudar, preferia seus dias de litros do que pessoas com idéias que não correspondem aos fatos. Seu litro secava, assim como suas lagrimas que aos poucos acabavam. Arrancava a folha e colocava dentro da garrafa, ainda tentando se estruturar, pois estava embriagada. Jogava a garrafa ao mar, para quem encontrasse, pudesse entendê-la, apesar de não conhecer quem tinha uma cabeça tão atordoada.
Virava as costas para o mar, respirava fundo e segurava o choro, por saber que tinha de voltar ao mundo que ela não entendia. A única coisa que ela sabia naquele momento, é que tinha se tornado alcoólatra
por alef araujo,caetité bahia
Iara de Cássia...
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