julho 24, 2014

Ooii pessoinhas lindas,hoje tem mais um poste do meu amigo "escritor",eu vou confessar pra vocês que eu chorei lendo esse texto :'( 


Era uma bela garota, com seus 1,53 de altura e um sorriso encantador chamava atenção de qualquer um.  Ela tinha seus mimos, gestos, jeitos, encantos, cariinhos, sonhos, pesadelos, tiques nervosos e mais um pouco.  Era simpática, apesar de ter suas inimizades.  Perdera seu pai quando cedo. Sua mãe o criara, atenção e cuidados não lhe faltavam. Entretanto tinha arrumado um  “pai” não tão legal, conhecido também como padrasto. 
Ela com seus 15 anos conhecera um rapaz dois anos mais velhos, o coração daquele moça se desmontou por ele. Não podendo prever o futuro, pois aquele rapaz era na verdade um “canalha”, não nada do que ele parecia ser.  Ela queria somar ele a sua vida, já ele a suas contas de quantas garotas passava por sua cama. Apesar da timidez dela e da vergonha, e também de planos para não fazer nada tão cedo, ela caiu na lábia dele, afinal prometera “ amor eterno “, Carinho, cuidados e que aquilo seria normal, para quê esperar. 
Um  mês e pouco depois, sua menstruação atrasava, sentia enjôos e outros sintomas que fez aquele rapaz se afastar dela, deixando-a sozinha, pois realmente estava grávida. Seu sonho agora era que isso passasse logo, estava perdida, e ninguém a ajudava,  julgavam e a tratavam como uma qualquer. Agüentando tudo aquilo teve seu filho. Um lindo e forte garoto com o nome de Henrique. O pai daquele garotinho não importava, só estava preocupado de ser obrigado a pagar pensão. 
Sonhava agora terminar de se formar para ir morar sozinha, preferia enfrentar o mundo com seu filho do que ouvir desaforos e ser tratada como uma qualquer pela sua mãe e seu padrasto. A mãe dela mudara com ela, de carinhos para desaforos, de palavras de conforto para gritos. Estava prestes a terminar o ensino médio e sair daquele “inferno”. Assim foi dito e feito, terminando o ano, mandou seu currículo para várias lojas em outra cidade, procurando novos rumos.  Conseguiu como secretária, graças aos cursos de secretariado e informática que fizera. 
Seu  filho cresceu, já estava com  5 anos, e ela estava no seu 4 semestre de veterinária, quando criança, pensava em fazer engenharia, mudando isso depois de ter trabalhado em um pet shop quando tinha seus 14 anos. Ela corria contra o tempo, afinal  trabalhar durante o dia e estudar a noite não era pra  qualquer um.  Mas ela conseguia conciliar, graças ao seu namorado, um  empresário que tinha sua filha de 16 anos, que se juntaram logo para diminuir nas despesas e para se ajudar. Carla cuidava de seu novo irmão. Enquanto seu pai tratava de seus negócios, mas nunca deixava de dar atenção à seus filhos.
Com ajuda de seu marido,  ela abriu um pequeno consultório veterinário. Este que daria certo, se não fosse o acidente sofrido por ela quando dava sua caminhada no parque. Um motoqueiro para não bater em um carro desviou e acabou caindo, e a moto derrapando e subindo a calçada, não dando tempo de ela fugir deste. Foi para o hospital quase morrendo, não sentia suas pernas e tinha bastantes arranhões em sua face e braços.  Sem tirar da quantidade de sangue que perdera. 
Os médicos começaram seus procedimentos e logo descobriu que aquela mulher estava grávida, e a aflição aumentou cada vez mais, eram duas vidas em jogo.  Os dois filhos e empresários choravam e rezavam ao mesmo tempo, quando vêem  os médicos e falam que está tudo bem com os dois. Entretanto, chamando o pai de canto, disse; que ela está bem, mas irá usar cadeira de rodas, que a chance de voltar a andar pode até acontecer, mas seria um milagre, e que  o bebê que ela esperava poderia ter complicações, pois o impacto foi muito forte sobre  aquela criança.  Entendendo tudo, agradeceu ao médico e pediu para vê-la. 
Chegou no quarto e estava ela lá, respirando ainda por ajuda de aparelhos, mas ainda linda, parecia um anjo.Ele segurou sua mão e disse que há amava, e que iria cuidar dela, assim como ele disse quando eles começaram a namorar. Uma lágrima saiu do seu olho, quando ele a limpou e disse que não chorasse, pois tudo ia ficar bem. Há beijou na testa e saiu. Ela faleceu no parto, mas felizmente conseguiu salvar seu filho. Essa é a história de uma guerreira, não a conheci, mas gostaria muito. Estou aqui contando a vocês a história de minha mãe que se foi para eu nascer.  Peço aplausos, não pela história.  E sim para minha mãe.  
PS: Todos os alunos do ensino médio que estavam no auditório se levantaram e emocionados aplaudiram. 
 Alef araujo,bahia 

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